Direito de Família · Pensão Alimentícia

Pensão alimentícia: como o valor é definido, e o que fazer diante de atraso ou injustiça.

Seja pedindo pela primeira vez, revisando um valor que não faz mais sentido, ou cobrando uma pensão que parou de ser paga: entenda como a lei trata cada uma dessas situações antes de decidir o próximo passo.

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JPP
João Paulo Pereira Advogado — OAB/MG 178.984 · Atuação em Direito de Família em Belo Horizonte

Novidade: foi aprovado pelo Congresso o "Pix Pensão", mecanismo que promete automatizar a cobrança de quem atrasa. Entenda como vai funcionar →

Como é definido o valor da pensão alimentícia

A lei brasileira não fixa uma fórmula matemática única. O critério legal é o chamado binômio necessidade-possibilidade: o juiz avalia o que a criança (ou quem recebe) realmente precisa para viver com dignidade, e o quanto quem paga pode arcar sem comprometer sua própria subsistência.

Na prática, os tribunais costumam trabalhar com uma referência de 15% a 30% da renda líquida de quem paga, quando há apenas um filho — mas esse número sobe ou desce conforme o número de filhos, despesas específicas (escola, tratamento de saúde, atividades) e a renda comprovada de ambas as partes.

Importante: o valor não precisa ser necessariamente um percentual do salário. Pode ser fixado em valor fixo (reais), em salários mínimos, ou até incluir o pagamento direto de despesas específicas (plano de saúde, escola) além de um valor em dinheiro.

Quer entender quanto você tem direito a receber, ou quanto seria justo pagar?

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Quando é possível revisar o valor da pensão

A pensão alimentícia não é definitiva — ela pode (e deve) ser revisada quando a realidade financeira das partes muda de forma relevante. Situações comuns que justificam uma ação de revisão:

A revisão pode ser para aumentar ou para diminuir o valor — não é um caminho de mão única.

O que fazer quando a pensão não é paga

O atraso ou não pagamento da pensão alimentícia tem um dos caminhos de cobrança mais fortes do direito brasileiro, justamente por envolver a subsistência de uma criança. A ação de execução de alimentos pode resultar em:

A pensão do seu filho está atrasada e você não sabe por onde começar a cobrar?

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Até quando existe o direito à pensão

Em regra, a obrigação de pagar pensão vai até os 18 anos do filho. Ela pode se estender até os 24 anos se o filho estiver cursando faculdade e não tiver condições próprias de sustento, e pode ser indefinida em casos de filhos com deficiência que dependam permanentemente dos pais.

A maioridade, por si só, não encerra a pensão automaticamente — geralmente é preciso uma decisão judicial de exoneração, mesmo quando o direito já não existe mais na prática.

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Dúvidas frequentes sobre pensão alimentícia

Como é calculado o valor da pensão alimentícia?
Não existe uma fórmula fixa em lei. O juiz considera a necessidade de quem recebe (a criança) e a possibilidade de quem paga, buscando um equilíbrio. Na prática, é comum um percentual entre 15% e 30% da renda do alimentante, mas isso varia conforme o caso.
Posso pedir para aumentar ou diminuir o valor da pensão?
Sim, por meio de uma ação de revisão, sempre que houver mudança significativa na necessidade de quem recebe ou na capacidade financeira de quem paga.
O que acontece se o pai ou a mãe não pagar a pensão?
É possível entrar com ação de execução de alimentos, que pode levar a penhora de bens, desconto em folha de pagamento, protesto em cartório, negativação e, em casos de dívida recente, até prisão civil do devedor.
Até que idade tenho direito a receber pensão alimentícia?
Em regra, até os 18 anos, mas pode se estender até os 24 anos se o filho estiver cursando ensino superior, ou por tempo indeterminado em casos de dependência por deficiência.

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